Pensar a sustentabilidade a partir da prática

A Fundação Allamano participou no Convene 4 Climate, em Lisboa, num encontro dedicado à sustentabilidade, à inovação e à procura de respostas mais responsáveis para os desafios do presente.

Mais do que acompanhar um tema que está cada vez mais presente no debate público, esta participação permitiu-nos refletir sobre uma questão muito concreta: como é que a sustentabilidade pode estar realmente presente na forma como uma organização pensa, decide e desenvolve os seus projetos?

Na Fundação Allamano, esta preocupação está presente, de formas diferentes, em muitas das realidades com que trabalhamos.

Quando falamos de acesso à água, habitação, educação, utilização de recursos ou desenvolvimento local, estamos também a falar de sustentabilidade. Estamos a falar de soluções que precisam de fazer sentido no presente, mas que devem continuar a fazer sentido depois de um projeto terminar.

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Foi precisamente essa ligação entre responsabilidade social, ambiental e comunitária que tornou o Convene 4 Climate particularmente relevante para o trabalho da Fundação.

Ao longo do encontro foi possível conhecer experiências de diferentes organizações e contextos, ouvir abordagens sobre economia circular, redução do desperdício, inclusão e gestão mais consciente dos recursos, mas também perceber que não existe uma única forma de trabalhar a sustentabilidade.

Cada território tem as suas necessidades, os seus recursos e as suas limitações.

Essa ideia é especialmente importante para uma Fundação que trabalha em contextos muito distintos. O que faz sentido em Portugal pode não fazer sentido no Quénia ou em Moçambique. E uma solução só é verdadeiramente sustentável quando consegue adaptar-se à realidade das pessoas e das comunidades a quem se destina.

Participar no Convene 4 Climate foi, por isso, uma oportunidade para parar, observar o que outros estão a fazer e trazer novas perguntas para dentro da própria Fundação.

Como podemos utilizar melhor os recursos que temos? Como podemos reduzir desperdícios? Como podemos pensar projetos que dependam menos de intervenções pontuais e tenham maior continuidade? E como podemos envolver cada vez mais as comunidades nas decisões que lhes dizem respeito?

Nem todas estas perguntas têm respostas imediatas.

Mas fazem parte do caminho que queremos continuar a fazer: desenvolver projetos com impacto, mas também com maior responsabilidade, coerência e capacidade de permanecer no tempo.

Texto: Carlos Andres Erazo Giraldo

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